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Canoagem Havaiana ganha espaço e visibilidade em Belém

Cada vez mais popular, o esporte tem a preferência de quem busca por qualidade de vida e um pouco de aventura


Por Thais Peniche

Revisão Claudiane Carvalho

Caruanas Va’a se preparando para segunda aula do dia | Foto: Thais Peniche

Uma atividade milenar surgida no Triângulo Polinésio e conhecida, originalmente, como Va’a ou Waka, a canoagem havaiana (ou polinésia) tornou-se um dos esportes mais populares do mundo, com direito a competições e tipos distintos de modalidades. A prática chama atenção em rios, praias e lagos por conta do modelo peculiar das canoas, mas, também, por promover a socialização entre os praticantes e permitir livre acesso às belezas da natureza. A cidade de Belém, rodeada por água doce e muitas ilhas, é um espaço privilegiado para o esporte.


Instrutora há 5 anos, Luciana Quintana trabalha na escola Caruanas Va’a, que tem base nas proximidades da orla do Ver-o-Rio. Segundo a atleta, o exercício da canoagem na capital paraense tem a dupla vantagem de garantir qualidade de vida e um novo olhar para a cidade e suas águas.


A CANOAGEM POLINÉSIA


Com mais de três mil anos de história, as canoas, inicialmente, foram usadas no processo de colonização da região Polinésia, que consiste em um conjunto de ilhas no Oceano Pacífico, entre Austrália e Estados Unidos, incluindo Havaí e Taiti.

Canoa OC1 | Foto: Thais Peniche

A chamada canoagem havaiana é bem distinta da conhecida canoagem de velocidade ou slalom, comum entre os esportes olímpicos. A primeira diferença está na capacidade de remadores permitida na embarcação: seis pessoas. O formato da canoa também é particular e chama a atenção. Uma peça conhecida como flutuador (segundo casco) é ligada por meio de hastes ao casco principal onde ficam os praticantes. O flutuador permite estabilidade e não compromete a velocidade. Luciana explica um pouco sobre os tipos de canoas e suas características.



DA POLINÉSIA A BELÉM: A PAIXÃO PELA CANOAGEM


A chegada do verão amazônico tem intensificado as buscas pela canoagem havaiana, mas Luciana conta que, com a pandemia da Covid-19, houve um crescimento expressivo da prática esportiva realizada ao ar livre.



Daniel Corrêa, estudante, descobriu a canoagem durante a pandemia. Há um ano e meio, transformou o esporte numa estratégia para enfrentar a atual realidade e dar um novo sentido à sua rotina e estilo de vida.



Um esporte democrático, a canoagem é para todos. A prática pode ser simplesmente recreativa, mas há quem se interesse pelo treino profissional. Entretanto, há algumas recomendações básicas. Embora não seja imprescindível saber nadar, os instrutores alertam que os conhecimentos básicos de natação podem oferecer mais segurança e tranquilidade aos praticantes. No mais, o uso do protetor solar é indispensável, assim como bonés e roupas de proteção. Por fim, garanta a garrafa de água e mantenha os olhos atentos às belezas de Belém que podem ser contempladas de dentro de uma canoa.

Caruanas Va’a | Foto:Thais Peniche

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